Vejam só, fiz 31 anos e nem me lembrava. Você demora um tempo pra assimilar a nova idade. Não fosse o título deste post, na minha cabeça, ainda tería 30. Mas aí percebi que estou mudando e então pensei, já que quero falar desta mudança, que nome darei ao post? Tá aí.
Pura bobagem dar nome. Os nomes que se dão às coisas quase não servem pra nada. Quando eu era criança, para mim, a azeitona não era azeitona, o nome que eu dava, ainda hoje me parece compatível com azeitona:
- Mãe, me dá uma certeza?
-Não vais comer certezas agora, Karina! O almoço está quase pronto!
Certezas verdes, certezas pretas, adoro certezas. E adoro ter certeza. E tenho as minhas.
Aliás uma há uma coisa acontecendo. Esperei passar a TPM e a coisa continuou. É uma coisa que você sente de dentro pra fora e sabe que veio pra ficar, sabem como é? A coisa é que estou me tornando uma pessoa anti social. É verdade, eu sei, os que me conhecem vão dizer que não se parece comigo, que deve ser uma longa TPM que vai passar. Mas estão profundamente enganados, desprovidos de certeza!
Cada dia mais tenho preguiça das pessoas. Elas me cansam, chupam minha energia. São um monte de planetas chupões ambulantes (acho cômica essa teoria de planeta chupão). Sabe quando você descobre que, ficar em silêncio no seu canto, pode ser muito mais agradável do que conversar coisas que vão dar sempre na mesma conclusão? Sabem o que é começar um curso e fingir que está dormindo na hora do intervalo para não conversar com pessoas carentes e chatas esperando a aprovação do outro? E conversa de elevador? Haja humor! O dia precisa estar simplesmente lindo pra eu ter saco de certas conversas.
Sabem o que me cansa? É que as pessoas vivem num mundinho que elas criam na cabeça delas como "normal" e aí, se você for diferente daquilo, elas te importunam com perguntas esdruxulas e óbvias, ou fazem comentários que elas acham pertinentes sobre algo que elas acham que faz referência àquilo que você está dizendo mas não tem nada a ver. Daí a minha cara de alface (como diria um amigo da Pri) que sou obrigada a disfarçar com algum comentário mais esdruxulo ainda, se não quiser cair num constrangedor silêncio.
Até de festa estou com preguiça. Haja inspiração! Um cineminha ou mesmo ficar em casa, na minha cozinha que eu adoro, a inventar minhas coisas ali quieta, está me parecendo um tanto melhor que tudo. Estou com uma preguiça enorme de conhecer gente, de falar da minha vida. De ouvir, até que não, sou boa ouvinte. Até porque, se você não fala, ouve mais. Eureka! Dizem os sábios que falar pouco e escutar mais é o caminho ;)
1 deliraram:
Interessante. Me vi em situação semelhante e faço 31 ano que vem. Ser anti social virou rotina e fugir dos outros está incorporado em mim.
Pelo menos parece que não estou sozinha nesses "sentimentos".
Abs.,
Camila
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