Não sei se já falei aqui, mas este blog nasceu de uma expressão que a psiquiatra da minha mãe usou para designar um estado causado por um medicamento que ela tomou e toma até hoje, mas agora em dose menor, pra não causar lapsos de loucura ou estado de "delirium".
De fato venho aqui cada vez menos para falar do meu cotidiano, ou fazer declarações de amor, ou memórias e poemas clichês. Cada vez o meu senso de ridículo aumenta mais e, isso não é nada bom, porque começo a ter desprezo por qualquer coisa que escrevo e que podería até ser considerado poético por alguém, fazendo com que o blog fique cada vez mais às moscas, por puro pudor.
Começo a perceber que o blog virou um tipo de divã, quando preciso expurgar alguma coisa, que não consigo falar a ninguém, venho aqui e desabafo, o que remete ao nome original do blog. Em vez de pirar de vez, venho aqui e ponho minhas angústias para os psicólogos que gostam de ler o que escrevo. Aliás eu nunca imaginaria que alguém pudesse esperar por um post meu, fico lisongeada.
Então vamos ao que interessa: ultimamente só posso crer que, ser ignorante em diversos aspectos só pode fazer bem. Quanto mais eu conheço as pessoas e como funcionam determinadas coisas, mais eu queria desconhecer tudo e viver uma vida na superfície. Felizes os alienados, penso eu, diversas vezes. Acabo mergulhada em pensamentos indissolúveis e incessantes que, me pego no banho, perguntando-me quantas vezes já passei o shampoo no cabelo. Alguns pensamentos me atordoam e me deixam aérea, sei que Pri até sente isso, quando me pergunta o que estou pensando ou sentindo e sou incapaz de dizer. Percebo que ela diz diversas vezes que me ama, tentando me trazer de volta, quando vê em meus olhos uma angústia e me percebe bem longe daqui.
Desde que assumi algumas responsabilidades, sinto um peso em meus ombros que não é nada confortável. Dias fico imensamente feliz por acreditar que estou fazendo um bem enorme e, dias fico extremamente melancólica em pensar, será que fiz direito? Mesmo a intenção sendo das melhores, nem sempre é confortável o resultado alcançado. Eureka, talvez seja isso: talvez aí more o problema de não se aprofundar nas coisas e pessoas, nem sempre os resultados daquilo que fazemos ou aprendemos, é confortável. Quanto mais se sabe, menos confortável se fica. Há dias em que, nem todos os cobertores fofos combinados com seriado de vampiro, podem resolver uma angústia que insiste em morar dentro do peito. E nem o Tandrilax quer resolver o torcicolo.
De fato venho aqui cada vez menos para falar do meu cotidiano, ou fazer declarações de amor, ou memórias e poemas clichês. Cada vez o meu senso de ridículo aumenta mais e, isso não é nada bom, porque começo a ter desprezo por qualquer coisa que escrevo e que podería até ser considerado poético por alguém, fazendo com que o blog fique cada vez mais às moscas, por puro pudor.
Começo a perceber que o blog virou um tipo de divã, quando preciso expurgar alguma coisa, que não consigo falar a ninguém, venho aqui e desabafo, o que remete ao nome original do blog. Em vez de pirar de vez, venho aqui e ponho minhas angústias para os psicólogos que gostam de ler o que escrevo. Aliás eu nunca imaginaria que alguém pudesse esperar por um post meu, fico lisongeada.
Então vamos ao que interessa: ultimamente só posso crer que, ser ignorante em diversos aspectos só pode fazer bem. Quanto mais eu conheço as pessoas e como funcionam determinadas coisas, mais eu queria desconhecer tudo e viver uma vida na superfície. Felizes os alienados, penso eu, diversas vezes. Acabo mergulhada em pensamentos indissolúveis e incessantes que, me pego no banho, perguntando-me quantas vezes já passei o shampoo no cabelo. Alguns pensamentos me atordoam e me deixam aérea, sei que Pri até sente isso, quando me pergunta o que estou pensando ou sentindo e sou incapaz de dizer. Percebo que ela diz diversas vezes que me ama, tentando me trazer de volta, quando vê em meus olhos uma angústia e me percebe bem longe daqui.
Desde que assumi algumas responsabilidades, sinto um peso em meus ombros que não é nada confortável. Dias fico imensamente feliz por acreditar que estou fazendo um bem enorme e, dias fico extremamente melancólica em pensar, será que fiz direito? Mesmo a intenção sendo das melhores, nem sempre é confortável o resultado alcançado. Eureka, talvez seja isso: talvez aí more o problema de não se aprofundar nas coisas e pessoas, nem sempre os resultados daquilo que fazemos ou aprendemos, é confortável. Quanto mais se sabe, menos confortável se fica. Há dias em que, nem todos os cobertores fofos combinados com seriado de vampiro, podem resolver uma angústia que insiste em morar dentro do peito. E nem o Tandrilax quer resolver o torcicolo.
4 deliraram:
Sinto um retorno do sr. Saturno ar... força!
Eu sempre fui um leitor desse ser mutante. Fiz minhas pausas. Sabe como essa louca vida é, mas estou aqui novamente e completamente encantado. Sobre esse negócio de alienação e superficialidade. Acho que chega um ponto na vida de algumas pessoas que tudo que elas buscam é não pensar. Senti as mesmas coisas que você. Só que eu fugi, resolvi virar jardineiro e por incrível que possa parecer me aproximei muito daquilo que podemos chamar felicidade. Amei o seu final, principalmente pelo inesperado. Depois da conclusão arrebatadora uma fuga nada lógica, porém super contundente. Obrigado pelo texto e um fim de semana sem torcicolo. Abraços
Por isso repito o que uma amiga muito sábia sempre diz: 'Sair da zona de conforto é desconfortável'
Oi,estou vindo aqui agradecer a sua visita......aproveito para comentar que achei muito interessante o seu espaço ! Vou voltar mais vezes !!!!Mil beijocas e melhoras!!!!!!Ontem para dormir,só mesmo um dorflex....estava muída !!!!rssrsrsrsrs
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